terça-feira, 16 de setembro de 2008

Quem são os donos do Neuroshit?

E ontem eu estava procurando um assunto para atualizar... Quem diria... Ele caiu em meu colo! Foi assim:

Era mais ou menos meio dia. Sentados à mesa, na praça de alimentação da São Judas, estavam Daniel, Leandro, Karol e eu. Nossa querida amiga (embora ela não concorde com esse rótulo em nosso caso), Tatiane, para variar, nos odeia, portanto ela já não estava mais entre nós. A Karol reclama da fome e me pergunta se tenho bala. Como não tinha, resolvi ir lá comprar balinhas para ela (aliás, balinha horrorosa aquela! Destruiram a 7 Belo!). Quando eu volto, lá está! Uma garota, que eu nunca tinha visto antes, conversando com meu grupo. Me aproximei.

Voltando um pouco no tempo, mas saindo do meu ponto de vista e mantendo-o com o grupo à mesa, quando eu saí, chegou uma garota, que ninguem alí nunca tinha visto antes (Mentira. O Leandro tinha). Ela pergunta: "Oi, vocês são do segundo ano de jornalismo? Conhecem os donos do Neurolistas?"

Nesse momento, Daniel achou que a gente tinha falado alguma coisa que alguém não gostou e vieram tirar satisfação da gente! De acordo com ele, havia um "FINISH HIM" em cima de sua cabeça (nerds entenderão a piada). Os donos do Neurolistas? COMO ASSIM? Como ela sabe da existência medíocre desse blog? Nós, que somos os donos, mal lembramos dele! Enfim, os dois respondem que eles são os donos. Aí, baseado no que me falaram, ela os convidou para participar do programa Antenados, da TV São Judas. Nesse momento, eu cheguei. Me explicaram. FATALITY!

Gravar um programa, se bem me lembro, que vai abordar a influência da internet na comunicação, distribuição de informação, enfim... coisas que a internet faz. Expliquei de uma forma tosca aqui, mas vocês entenderam. É que não lembro das palavras exatas. Estava muito assustado com a novidade, afinal recebemos uma visita, fora do nosso círculo de amizades, no blog!

Eu, claro, não aceitei. Quem me conhece sabe como sou, vou dispensar explicações. O Leandro aceitou, e o Daniel disse que, se ele não fosse sozinho, aceitaria também. Agora, vamos aguardar, ansiosamente, pela conclusão da história! Ficaram de respondê-la amanhã. A gravação será feita nesta quinta-feira.

Tomara que consigam! Vai ser legal!

Aliás, moça citada chama-se Letícia.
Letícia, agradecemos o convite! Boa sorte na gravação e na carreira!

sábado, 6 de setembro de 2008

A lista e a falta de assunto

Eu não sei você, mas eu odeio ficar sem assunto para escrever aqui no Neurolistas. O Sato sempre tem assuntos pertinentes: coisas do jornalismo, visões de mundo, música etc. O Daniel é outro que não deixa de ter temas interessantes: dor de barriga, Carla Peres, Gabriel García Márquez, entre outros.

Já eu, não sei bem o porquê, estou sem assuntos nos últimos dias. Passei séculos esperando algo excêntrico acontecer comigo: talvez uma berinjela recheada atravessasse meu caminho, ou, quem sabe, a mina de Direito virasse para mim e dissesse: “Eu te amo, Leandro, sempre te amei e vou sempre te amar”. Mas não: nada disso aconteceu.

A solução para falta de assunto é, como sempre, fazer listas! E a de hoje será sobre coisas e situações que incomodam profundamente a minha pessoa e que me deixam com a vontade de empunhar uma espada japonesa e matar todos os seres deste universo.

Segue a lista:

- Suco de caju;

- Chegar em um lugar e a pessoa falar: “Nossa, você não penteou o cabelo?”;

- Levar susto. Ainda mais quando eu tenho certeza que ali tem um ser humano escondido apenas para me assustar e, mesmo assim, caio na armadilha;

- Alguém dizer que odiou o melhor livro que eu li: “Ah, eu achei o livro superficial e vazio.”;

- Alguém dizer que achou algo “vazio”;

- Filmes/livros/seriados que têm cenas de despedida entre amigos (ou namorados) e está chovendo no lugar: Exemplo: O Caçador de Pipas. Por que, Deus, não podem fazer uma cena dessas com o dia ensolarado?

- Filmes em que a cena mais importante (perseguições, tiroteios etc) é decidida por coisas sem a menor ligação com a história, como pombos ou ratos. Exemplo: O Código Da Vinci;

- Gente que pede dinheiro em porta de show: “Você tem cinco reais para me ajudar a entrar?”. Pior: “Você tem dois contos para MIM comprar uma pinga ali?”, “Não, cara, não tenho”, “Tem sim, dois reais, mano...só uma pinguinha”, “Eu não tenho, porra, não tenho, não tenho, não tenho e não tenho!”;

- Alguém repetir as seguintes frases em um intervalo menor que 15 segundos: “Tipo assim”, ou “Tipo, sei lá”, ou “Tipo assim, sei lá”.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

O Gênio Colombiano







A discussão sobre literatura ou arte de uma forma geral é sempre muito interessante. Levantar pontos favoráveis ou não sobre um determinado autor é algo que enriquece a arte e seus apreciadores. Mas existem obras e autores que são considerados pelo velho chavão “foras de série”. Ao pensar em uma lista com grandes autores considerados gênios, poderíamos ter vários nomes que se destacaram ao longo da história, mas quais se destacam nos dias atuais? Gabriel García Márquez, com certeza estaria na resposta a esta pergunta. Nascido em 1927 na cidade de Aracataca no interior da Colômbia, Márquez, que também responde as alcunhas de Gabo ou Gabito, é considerado um dos mais brilhantes escritores latino americanos. O escritor colombiano é filho de Eligio García e de Luiza Santiaga Márquez Iguaran. Sua família e infância foram muito importantes para a formação dos personagens de suas obras, as histórias contadas por sua avó Tranquilina Iguarán afetaram Gabo por toda a sua vida e o influenciaram em alguns de seus livros. Ele viveu em sua cidade natal até os oito anos de idade, quando sua família foi obrigada a se mudar, devido a crise bananeira que afetou a região. Estudou em Barranquila e no Liceu Nacional de Zipaquirá e em 1947 mudou-se para Bogotá para estudar Direito e Ciências Sociais. Não chegou a completar. Em 1948 começa a desempenhar sua função como jornalista. Passou por diversos jornais na Colômbia e chegou a ser correspondente na Europa e em Nova York, no entanto sua ligação com Fidel Castro e suas críticas aos exilados cubanos o fizeram abandonar os Estados Unidos por perseguição da CIA. Casou-se com Mercedes Barcha com quem teve dois filhos: Rodrigo e Gonzalo. Formou-se também em cinematografia na Itália e é hoje mundialmente conhecido como um dos romancistas mais brilhantes.



Literatura



García Márquez é considerado o criador do realismo-fantasia na América Latina. O colombiano afirma que deve isso a influência das obras de Franz Kafka, com destaque para “A Metamorfose” que marcou sua juventude, é o que afirma o autor: “Indaguei se poderia criar acontecimentos impossíveis ao ler em 'A Metamorfose': “Quando certa manhã Gregor Samsa acordou de sonhos intranqüilos, encontrou-se em sua cama metamorfoseado num inseto monstruoso”.
Sua primeira obra foi “La Hojarasca”, publicada em 1955. Em 1965 escreve a obra “Ninguém escreve ao coronel”. A obra “Relato de um náufrago” foi primeiramente publicada no jornal “El Espectador”, virando livro anos mais tarde. Entre as obras de Gabo, se destacam também “Crônica de uma morte anunciada”, “Amor nos tempos de cólera”, “O outono do patriarca”, “Os funerais da mamãe grande” entre outros. Mas nenhuma delas é tão brilhante como “Cem anos de solidão”, obra vencedora do prêmio Nobel de Literatura de 1982. Gabriel García Márquez está sempre afirmando que o bom escritor sempre escreve sobre o mesmo tema, e que em seu caso o assunto sempre abordado é a solidão. A obra vencedora do Nobel conta a história da família Buendía na cidade de Macondo ao longo de cem anos. As semelhanças com as revoluções e o desenvolvimento da cidade do livro com outros países latino americanos são intencionais. Gabo em “Cem anos de solidão” transmite com precisão a dor e a solidão oriundos de sentimentos como orgulho e inveja em uma estirpe condenado ao sofrimento. Para o autor sentimentos tão comuns ao ser humano que faz com que as histórias pareçam se repetir em todas as gerações da família Buendía. A força e o desgosto da centenária Úrsula - talvez a personagem mais importante do livro - em resgatar sua família que a cada geração se torna mais infeliz são sentidos pelo leitor como se tais sentimentos transbordassem do livro. A amargura de Amaranta que passa uma vida inteira de sofrimento pelo seu próprio orgulho e o destino trágico de seus irmãos, levam a uma tentativa de Úrsula de mudar o destino dos Buendía, que parecem estar condenados a infelicidade até o fim de seus dias. Na obra Gabo sintetiza de maneira brilhante elementos como natureza, crises sociais e políticas, a morte, o amor, o humor, forças sobrenaturais e logicamente a solidão. Márquez é mais que um escritor, é um gênio do nosso tempo.


Vá agora comprar um livro de Gabriel García Márquez, ou você irá queimar no inferno por toda a eternidade! Recomendo “Cem anos de Solidão.”